A glutamina é o aminoácido livre mais abundante no organismo¹ ². Sua concentração plasmática é de 0,5 a 0,9 mmol/L, e aproximadamente 80% da glutamina corporal encontra-se no músculo esquelético, sendo esta concentração 30 vezes superior à do plasma ³,4 . A síntese de glutamina é feita a partir do ácido glutâmico, valina e isoleucina, sendo esta reação catalisada pela enzima glutamina sintetase na presença de ATP. 15, 16, 17
A glutamina está presente na composição de proteínas vegetais e animais; considerando-se a porcentagem da proteína pelo seu número de aminoácidos, verificou-se que a glutamina representa 35,1% da gliadina presente no trigo; 24,2% da proteína do feijão; 9,6% da glicina presente na soja; 8,9% da β-caseína presente no leite de vaca; e 3,8% do ovo albumina presente no ovo de galinha. 18 A glutamina é ativamente transportada para dentro das células através de um sistema dependente de sódio, resultando em gasto de energia. O transporte de glutamina através da membrana da célula muscular é rápido e sua velocidade superior à de todos os outros aminoácidos 10 .
O metabolismo intracelular da glutamina é regulado através de duas enzimas principais: a glutaminase, que catalisa a hidrólise da glutamina em glutamato e a glutamino-sintetase, que catalisa a síntese de glutamina a partir de glutamato e amônia 12 . As células epiteliais da mucosa intestinal têm alta concentração de glutaminase, compatível com as altas taxas de captação e consumo de glutamina 13 .
O fígado desempenha um papel central no metabolismo da glutamina, pois é capaz de absorver ou liberar quantidades significativas de glutamina de acordo com as necessidades metabólicas do organismo 14.
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